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Olá, me chamo Aline e, em 2011, criei o blog Limbo do Rock, que nasceu da ideia de escrever sobre bandas pouco conhecidas do rock n' roll da década de 1960. O interesse pelo assunto surgiu por eu ter sido muito fã de rock, o que também me levou a transformar essa paixão em objeto de pesquisa acadêmica.

Assim, o blog, além de um fanzine digital, foi uma espécie de aprofundamento de contexto em forma de entretenimento, correndo em paralelo às pesquisas que eu havia desenvolvido e vinha desenvolvendo (iniciação científica e mestrado) relacionadas ao tema. No entanto, a fonte principal de descoberta das bandas para o blog foi a própria internet, em especial o YouTube.

Durante esse processo, descobri vários estilos e meu interesse acabou se concentrando no rock psicodélico e suas variantes: prog, folk, heavy psych, entre outros. Embora o foco tenha sido definido nesse nicho, com o tempo, o interesse migrou também para outros estilos, nomes famosos e algumas bandas contemporâneas ao período de atividade do blog, que compreendeu os anos de 2011 a 2020.

As bandas contemporâneas resenhadas eram projetos underground e alternativos, tanto estrangeiros quanto brasileiros, conhecidos via redes sociais como YouTube, Twitter e Bandcamp. O estilo mais frequente era o stoner rock, o heavy metal e abordagens atualizadas do rock n’ roll clássico. Algumas dessas bandas tornaram-se conhecidas, enquanto outras já encerraram suas atividades.

Temas correlatos, como a contracultura estadunidense da década de 1960, também foram abordados em artigos de análise sobre a história do rock, a estética do movimento e sua relação com as artes plásticas, o design, o cinema e a literatura do período. Escrevi também algumas resenhas de shows, focadas em apresentações de bandas (antigas e contemporâneas) que já possuíam postagens no blog, salvo raras exceções.

A maior frequência de postagens ocorreu entre 2011 e 2012. O ano seguinte, 2013, foi um período conturbado em que decidi encerrar o blog pela primeira vez. Além da falta de tempo para me dedicar, as transformações sociais que eclodiram naquele ano começavam a mudar aos poucos a minha percepção — uma visão de mundo influenciada por referências anglocêntricas.

No início de 2020, meu interesse pelo tema e pelas bandas de rock, independentemente do estilo, já havia decaído consideravelmente. Não era mais algo que despertasse tanto ânimo por variadas razões, as quais estão resumidamente expressas na última postagem do blog:“O rock n’ roll é anglo-saxão... e eu nasci na América Latina, Brasil”.


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